Trilhas de Florianópolis, Descubra Paisagens Lindas

Trilhas de Florianópolis

Visitar a cidade e não conhecer as Trilhas de Florianópolis, isso não pode acontecer.

Nós não deixaremos, vamos lá conhecer algumas dessas belezas.

Para quem adora se aventurar em uma trilha, Florianópolis possui diversas trilhas com níveis de dificuldades diferentes, segue abaixo uma lista com as opções de trilhas.

Trilhas de Florianópolis

Trilhas de Florianópolis

Trilha Barra da Lagoa até Galheta

Passando a ponte sobre o Canal da Barra da Lagoa, deve-se seguir à direita por um caminho bastante conhecido pelos moradores da região. Depois de percorrer cerca de cinco minutos pelas vielas, segue-se em frente até a última casa.

Ao chegar a Prainha da Barra, o caminho segue à esquerda, pela encosta, subindo a montanha. No meio do caminho, deve-se prestar bastante atenção nas marcações que indicam o ponto onde a trilhe se divide. Seguindo em frente, vai-se para as “piscinas naturais”. Deve-se pegar o caminho à direita, em direção ao topo da montanha.  São, aproximadamente, 20 minutos até chegar ao cume.

No alto do morro está localizado o Farol da Barra da Lagoa. A cerca de 200 metros de altura, uma vista panorâmica enche os olhos. Pode-se ver a Praia da Barra da Lagoa, a Lagoa da Conceição, a Praia do Moçambique e a Reserva Ecológica do Rio Vermelho. Estas são somente algumas das atrações do passeio que termina na praia legalizada para nudismo. A vegetação, composta por gravatás e cactos, é um indício de queimadas passadas. São plantas primárias que nascem mesmo em solo seco.

No local conhecido como Pico da Bandeira, bem no topo da cadeia de morros, percebe-se toda a trilha até a Galheta. A partir deste ponto, é só seguir em frente pela trilha sinuosa no topo do morro.

Alguns trechos do percurso estão apagados, mas, seguindo em frente, a trilha começa a descer o morros em direção à Praia da Galheta. Ali, o visitante pode dar um mergulho e matar a sede na fonte que fica bem no meio da praia. Depois é só continuar a caminhada até a Praia Mole, por onde se chega à rodovia SC-406.

São muitas opções de Trilhas em Floripa, segue mais uma!

Trilha Cachoeira da Solidão

Trilhas de Florianópolis

Trilhas de Florianópolis

Os mais antigos ainda chamam a pequena enseada entre a Costa de Dentro e o Saquinho de Praia do Rio das Pacas, mas ela ficou conhecida como Praia da Solidão. O lugar que faz jus ao nome fica cercado por morros de verde abundante e seus 850 metros de praia são procurados pela tranquilidade do lugar – apesar do mar bravo.

Além do mar, uma outra atração fica escondida no meio da Mata Atlântica. Atravessando a ponte de madeira sobre o Rio das Pacas, sobe-se, à direita, por uma trilha rústica até a Cachoeira da Solidão, que forma uma piscina natural de águas claras. Enquanto os adultos preferem a praia, a cachoeira é o local preferido das crianças. Uma corda amarrada no galho de uma árvore funciona como cipó, de onde os frequentadores realizam saltos acrobáticos.

Na Praia da Solidão há restaurante e também chega-se de carro. De ônibus, deve-se saltar no ponto final da linha Costa de Dentro e caminhar até a praia.

Trilha do Morro das Aranhas

Trilhas de Florianópolis

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Entre as atrações da trilha estão áreas para banho de mar, oficinas líticas, costões, vista para a Ilha das Aranhas, Praia do Moçambique,  Parque Florestal do Rio Vermelho e  para a Praia do Santinho, além de seis córregos. A Trilha do Morro das Aranhas inicia no canto sul do Santinho, onde está localizado as inscrições rupestres do costão e termina na praia do Moçambique. O acesso pelo Moçambique é feito após uma restinga localizada em uma estrada não pavimentada, situada dentro da reserva florestal do Rio Vermelho e termina no costão do Santinho.

Para curtir esse visual, o aventureiro precisa estar preparado. A caminhada de 2.200 metros de extensão é feita pela costa do Morro das Aranhas e dura aproximadamente 1h. A trilha é bastante acidentada, com muitos trechos e pontos difíceis de caminhada, no qual é preciso desviar, subir e descer por muitas pedras que fazem parte do percurso. Além disso, é recomendado ficar atento aos desníveis, bastante comuns durante a trilha, exigindo apoio com as mãos e exposição a altura.  Por isso, não é recomendado levar crianças pela trilha e tenha cautela ao carregar muito peso ou objetos que possam dificultar o apoio do corpo ou a utilização das mãos.

É importante que os aventureiros façam a trilha com um vestuário adequado, utilizando roupas leves. Também é recomendado o uso de bonés, tênis com sola aderente, calças ou bermudas e meias altas, por conta das inúmeros gravatás cortantes, trechos com lama, costões e mata rasteira.

Para repor as energias, sempre leve na mochila algo leve para comer (frutas, barra de cereal, sanduíches) e muita água, pois a trilha causará bastante desgaste físico e hidratar o organismo durante a caminhada é imprescindível. Se cansou durante a caminhada, faça pausas e espere o fôlego voltar. Belezas naturais para apreciar não faltarão: durante todo o percurso é possível avistar o mar aberto, a ilha das aranhas, muitos barcos de pesca, gaivotas e a vista panorâmica da praia do Santinho e do Moçambique.

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Trilha do Poção Córrego Grande

O Poção do Córrego Grande, como é chamada a melhor queda d’água da Ilha, fica a oito quilômetros região central da cidade, em um bairro residencial em franca expansão imobiliária. A área própria para nado e mergulho tem dimensão aproximada de 10m x 4m e não comporta mais que dez pessoas de uma só vez. Mas, no verão, durante os finais de semana, o local fica superpovoado por moradores dos bairros próximos e também do Centro. Nessa estação a qualidade da água cai e o lixo é jogado nos arredores. A melhor época para visitar o Poção do Córrego Grande é na baixa temporada, quando o lugar está limpo e a água renovada.

A cachoeira tem aproximadamente cinco metros de queda e ganhou o nome em virtude da profundidade do local, que em alguns pontos ultrapassa três metros. Ela é cercada por paredões de até dez metros de altura – de onde os mais corajosos se atiram de cabeça -, e por uma densa Mata Atlântica.

O córrego que forma a cachoeira é responsável pelo abastecimento de água do bairro local. Mas já serviu como lavanderia para descendentes de açorianos que lá se instalaram na primeira metade deste século.

… e a Trilha Mais Fácil

Um das principais características da trilha do Poção é seu fácil acesso. A partir do ponto final do ônibus Córrego Grande, subindo pela rua Sebastião Laurentino da Silva, logo surge um pequeno caminho, à direita, que chega à cachoeira. A caminhada segue por uma trilha aberta, cercada de árvores e margeando todo o córrego, sempre acompanhada por um aqueduto da Companhia de Águas e Saneamento (Casan). Pouco mais acima do Poção fica o ponto onde a Casan faz a captação da água, mas a passagem não é permitida.

Trilha dos Macacos

Trilhas de Florianópolis

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A Trilha dos Macacos, como é conhecido o tortuoso caminho que liga a Vargem Grande à Lagoa da Conceição, faz a ligação entre as regiões Norte e Leste da Ilha. Este caminho, praticamente abandonado, foi, até o final do século XVIII, utilizado pelos moradores da Costa da Lagoa que pretendiam chegar ao Norte da Ilha. Muitos trechos, hoje cobertos pela vegetação, já foram passagem para rebanhos de gado e para parte da produção de farinha moída nos engenhos da Costa.

Para se percorrer toda sua extensão, desde a Vargem Grande até a localidade conhecida como Saquinho, na Costa da Lagoa, leva-se cerca de três horas. A trilha atravessa uma região pouco explorada de mata densa e árvores de grande porte. O caminho atravessa cerca de oito quilômetros dentro da mata nativa e percorre, em grande parte, o Parque Florestal do Rio Vermelho – uma área de preservação permanente fiscalizada pela Polícia Ambiental. Esta trilha não é aconselhável para quem não conhece o local. O ideal é contar com um guia ou alguém que conheça o caminho.

O Refúgio dos Macacos-Prego

Para localizar o início da trilha, deve-se, a partir do ponto final do ônibus da linha Vargem Grande, seguir em direção à cadeia de morros. A entrada está a 100 metros de um campo de futebol. Este caminho fica próximo às últimas casas da comunidade do Santo Daime. No início do percurso passa-se por uma ponte sobre um riacho onde há uma cachoeira. É só a primeira parada.

A caminhada prossegue pela Mata Atlântica, que em muitos locais parece apagar completamente a trilha. A região é coberta por uma floresta praticamente intocada, que acaba servido de refúgio para roedores, pequenos mamíferos e primatas. Os macacos-prego, espécie que deu nome à região, já foram mais numerosos, mas o animal foi muito caçado e hoje só aparece em pequenos bandos pela manhã.

Depois de muito caminhar, chega-se a uma bifurcação. A trilha que segue à direita leva à comunidade do Rio Vermelho. Para se chegar à Costa da Lagoa é necessário seguir em frente pelo caminho principal e somente abandoná-lo quando se encontra um riacho que leva à Praia do Saquinho, uns dos locais mais isolados da Costa da Lagoa, frequentado somente pelos poucos moradores.

Para sair do Saquinho, pode-se continuar pelo caminho em direção ao Centrinho da Costa da Lagoa. Mas, depois de uma caminhada tão pesada, aconselha-se seguir até o trapiche onde atracam as embarcações da Cooperbarco, que levam diretamente à Freguesia da Lagoa (Centrinho da Lagoa). Próximo ao ponto de desembarque passam ônibus da empresa Transol, que levam ao centro da cidade.

Trilha Ecológica do Rio Vermelho

Trilhas de Florianópolis

Trilhas de Florianópolis

A Trilha Ecológica do Rio Vermelho tem dupla função social. Além de proporcionar momentos de lazer, através do contato com a natureza, todas as visitas são conduzidas por um Monitor Ambiental da ONG R3 Animal, que conta a história dos animais da Trilha com a intenção de estimular no visitante o desenvolvimento de um consciência ambiental, através da reflexão sobre como o descaso com a natureza e os maus tratos aos animais podem ser danosos ao meio ambiente.

Num percurso de, aproximadamente, um quilômetro de extensão o visitante tem contato com animais silvestres que não têm mais condições de sobreviver na natureza, por terem sido vítimas de maus-tratos, posse ou tráfico ilegal ou por adquirirem deficiências físicas após se machucarem em linhas de pipa com cerol, fios de energia elétrica ou cercas de arame. São 16 viveiros, com cerca de 150 animais silvestres, onde adultos e crianças tem contato direto com a fauna e a flora da região. São mais de 35 espécies catalogadas que podem ser visitadas no local, como macacos, jabutis, aracuãs, araras e papagaios.

A Trilha Ecológica do Rio Vermelho foi inaugurada em abril de 2014 e passou por um período de adaptação dos animais. No parque, diferente das trilhas tradicionais, onde o visitante percorre um trajeto marcado no piso, dois terços do percurso é feito sobre decks de madeira, o que diminuem os impactos ambientais gerados pelo trânsito dos visitantes sobre a fauna e o solo da região. Somente na última parte da trilha é que o visitante percorre um trecho sobre o chão de areia. A visitação é gratuita e o espaço também é acessível para pessoas com dificuldades de locomoção.

Visitação: De terça a sexta, das 9h às 16h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h. De terça a sexta as visitas ocorrem a cada 30 minutos, sendo dada prioridade para escolas e outros grupos previamente agendados. Nos finais de semana as visitas ocorrem a cada 30 minutos. O parque atende até 650 pessoas por dia a fim de minimizar o estresse dos animais.

Trilha Ilha do Campeche

Trilhas de Florianópolis

Trilhas de Florianópolis

A ilha fica em frente ao Pontal do Campeche, sendo considerado o mais importante sítio arqueológico de Florianópolis. Um local místico, onde homens primitivos viveram há cerca de 5 mil anos, deixando como grande legado a maior concentração de inscrições rupestres de Santa Catarina.

Mesmo tendo algumas inscrições dinamitadas por ingênuos caçadores de tesouros no passado, os sinais nos paredões de diabásio, ainda são visíveis na parte Oeste da ilha, voltada ao mar grosso. As inscrições rupestres, chamadas de petróglifos, têm cerca de um centímetro e meio de largura, com meio centímetro de profundidade, sendo polidas por dentro.

Em 1845, D. Pedro II visitou o lugar, acompanhado de uma comitiva imperial. Uma época em que os quatis ainda não haviam sido introduzidos no ecossistema local. Atualmente, a presença desses animais simpáticos, que tanto encanta o turista, é um erro e desequilibra a fauna e a flora da ilha, pois acabam com a vegetação, comem os ovos das aves e chegam a roubar comida dos visitantes.

Situada a Sudoeste da Ilha de Santa Catarina, a Ilha do Campeche possui 800 metros de comprimento por 300 metros de largura. O ponto mais alto é o Morro do Norte, com 85 metros. A Oeste fica a Praia da Enseada, abrigada dos ventos, onde os barcos podem ancorar.

Leia também: Ilha do Campeche – Um pedaço do Caribe em Floripa!

Atualmente, a ilha é gerida pelo IPHAN e os passeios partem de três pontos da cidade. O principal deles é o trapiche na Praia da Armação. Mas, também pode-se utilizar o transporte por botes que partem da Praia do Campeche e os barcos de passeio que saem da Barra da Lagoa. Contudo, é importante saber que o local é uma área de preservação e nele não se pode acampar, nem mesmo acender fogueira.

Uma Ilha e Muitas Trilhas.

Os 382 mil metros quadrados são cortados por inúmeras trilhas que, a cada temporada, são abertas ou fechadas conforme a necessidade de conservação. Na temporada 2015 apenas 04 trilhas estavam abertas a visitação, organizadas em 05 roteiros – Letreiro, Pedra Preta do Sul, Pedra Fincada, Volta Leste e Volta Norte. Para realizar as trilhas, por questão de segurança e conforto, é imprescindível que o visitante esteja munido de um calçado, pois há espinhos de Paineira no solo.

Trilha Lagoa do Peri até Ribeirão da Ilha

Em tamanho e popularidade, a Lagoa da Conceição vence a do Peri. São 20,65 quilômetros quadrados contra 5 quilômetros quadrados de espelho d’água, mas as duas maiores lagoas da Ilha de Santa Catarina são igualmente atraentes e misteriosas. A Lagoa do Peri é abastecida por um conjunto de mananciais hídricos que nascem nas encostas do Sul da Ilha. Toda a região está preservada como patrimônio natural pelo decreto municipal nº 1.828. Menos explorada que a Lagoa da Conceição, na Lagoa do Peri ainda se pode encontrar Mata Atlântica Primária. Com alguma sorte, pode-se ver o jacaré-de-papo-amarelo, que, de acordo com biólogos, é inofensivo ao homem. No verão, a lagoa costuma ser bastante frequentada por banhistas.

O Único Habitante do Sertão do Peri

A ocupação do Distrito do Pântano do Sul, onde fica a lagoa, tem origem na Freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão, um dos principais núcleos de colonização açoriana, que se deu há 250 anos. Mas as marcas desse período ainda estão vivas no Sertão do Peri.

Entre os distritos do Pântano do Sul e do Ribeirão, o Sertão do Peri fica perto da lagoa e é extremamente isolado. O único habitante é Valdomiro dos Santos, 59 anos. Seu Miro, como gosta de ser chamado, mora com seus 13 cães, gansos, galinhas e bois, numa casa construída na metade do século passado. Sem energia elétrica, seu Miro desenvolve atividades rurais de subsistência. Os caminhos abertos por escravos passam também pelo Sertão do Ribeirão, onde um conhecido produtor de cachaça, seu Chico, foi misteriosamente assassinado há poucos anos.

A Ilha de Costa a Costa

A jornada começa na restinga da Lagoa do Peri, na entrada da Pousada Alemdomar, quando uma pequena estrada, por onde passam também automóveis, estreita-se em uma trilha de solo irregular. Segue-se à beira da Lagoa do Peri até entrar em mata fechada por uma hora. Quando se alcança uma clareira chega-se ao Sertão do Peri. Neste ponto, vale conhecer o engenho à tração animal que seu Miro mantém em atividade. A Cachoeira Grande (são várias quedas d’água, mas a melhor fica nos fundos da casa dele) é boa opção para banho e mergulho, servindo também para abastecimento de água.

Para continuar a travessia até o outro lado da Ilha deve-se retomar a trilha no portão de entrada do terreno de seu Miro. O caminho recomeça no outro lado do rio e sobe em mata fechada até um canavial, de onde se tem uma visão da Lagoa do Peri e da Ilha do Campeche por um ângulo inusitado. Deixando o canavial, chega-se ao Sertão do Ribeirão. Basta atravessar a comunidade rural para chegar ao Ribeirão da Ilha, na SC-401.

Trilha Lagoinha do Leste

Trilhas de Florianópolis - Lagoinha do Leste

Trilhas de Florianópolis – Lagoinha do Leste

Para se chegar à preservada Praia da Lagoinha do Leste, acessível somente a pé ou por embarcação, existem dois caminhos por terra. O mais curto começa na tradicional comunidade de pescadores do Pântano do Sul. O início fica na Rua Manoel Pedro Oliveira, uma pequena via à esquerda da SC-406, cerca de 400 metros antes de se chegar à praia. É preciso ter preparo físico, já que a subida do morro é bastante íngreme.

Percorrendo a mata fechada, em cerca de 40 minutos é possível chegar ao topo do morro. No alto, o mar se apresenta, e dá um estímulo ao caminhante prosseguir. Aproveite para tomar um fôlego, apreciar a vista e tirar muitas fotos. A continuação é morro abaixo, e todo santo ajuda, mas cuidado para não escorregar nos seixos. Relaxar os pés ao pisar na areia clara e depois mergulhar no mar ou na lagoa valerá cada esforço.

Recomenda-se aos trilheiros que comecem pela manhã, aproveitando o sol mais ameno das primeiras horas do dia. É recomendável levar alimentos e uma garrafinha d’água, porque a Lagoinha do Leste é selvagem, sem estrutura. É bastante frequentada por surfistas em busca de ondas perfeitas. Os campistas gostam de ficar por ali num esquema mais roots. Se for passar a noite, vá em grupo, e tome cuidado com seus pertences.

Trilha Naufragados

Trilhas de Florianópolis - Naufragados

Trilhas de Florianópolis – Naufragados

Naufragados tem uma aura de mistério devido aos acontecimentos históricos ali registrados. O principal e mais conhecido, que acabou dando nome à região, foi o naufrágio de duas embarcações de médio porte usadas pelos portugueses, bem em frente à praia, em 1753. Seguindo determinações da Corte Portuguesa, cerca de 250 colonos açorianos viajavam para o Rio Grande do Sul quando ocorreu o acidente, no local hoje chamado de Ponta dos Naufragados. Só 77 colonos escaparam, dos quais parte ficou na Ilha e outros seguiram para Laguna e Rio Grande do Sul.

O caminho até Naufragados é bem marcado, bastante utilizado pelo menos desde a inauguração do farol, no costão direito da praia, em 1861. A partir desta época, famílias migraram para a região, um engenho foi construído e abriu-se os primeiros roçados na mata. Empreendimentos coloniais que prosperaram obrigaram a importação de escravos. Deste período restaram algumas ruínas que ainda podem ser observadas à margem da trilha. Também podem ser percebidas algumas melhorias no traçado do caminho, degraus e valos de drenagem. Nas construções era utilizado o óleo de baleia misturado a pedras e conchas para erguer as paredes.

A Praia do Extremo Sul

A trilha até a Praia dos Naufragados reúne grande parte dos atrativos procurados pelos adeptos do ecoturismo. Mata Atlântica exuberante, percurso sem grandes dificuldades, monumentos históricos e uma história marcada por tiros de canhão e naufrágios. A 40 quilômetros do centro de Florianópolis, no extremo Sul da Ilha de Santa Catarina, os três quilômetros de trilha são percorridos principalmente nos meses de verão. São cerca de 50 minutos de caminhada percorrendo os dois morros que separam a Caieira da Barra do Sul, última comunidade da Baía Sul, e a Praia dos Naufragados.

Com cerca de 20 minutos de caminhada, o caminho passa por um verdadeiro túnel na vegetação nativa. Um pouco mais adiante pode-se parar em um dos riachos para se refrescar e tomar água. Nessa trilha é praticamente impossível algum visitante conseguir se perder. Por ser um caminho bem marcado, basta seguir a trilha principal. Contudo, dois caminhos partem da trilha principal, podendo causar dúvida. O primeiro parte de um ponto no alto da primeira montanha e leva diretamente ao Farol, localizado no costão direito da praia.

A outra trilha, menos conhecida, tem seu início já próximo à Praia dos Naufragados e segue à esquerda do caminho principal, levando à Ponta do Pasto, na direção da Praia do Saquinho. Na praia, que já foi deserta e encontra-se em área de preservação do Parque Estadual do Tabuleiro, encontram-se hoje várias casas de madeira, formando uma pequena comunidade, onde funcionam quatro restaurantes. Ali são servidas refeições à base de frutos do mar que não custam mais que R$ 20 por pessoa. Mais ao Sul, na Ponta dos Naufragados, está a Ilha de Araçatuba, onde foi erguido o Forte de Nossa Senhora da Conceição, em 1742.

Trilha Praia do Gravatá

Trilhas de Florianópolis - Trilha Praia do Gravatá

Trilhas de Florianópolis – Trilha Praia do Gravatá

Muitos moradores da Ilha de Santa Catarina nem sabem que a Praia do Gravatá existe. O nome se dá por causa da planta que está por toda parte da praia, que tem uma pequena extensão de areia de cerca de 60 metros – entre a Praia Mole e a Praia da Joaquina. Uma placa da escola Parapente Sul marca a entrada da trilha, na Estrada Geral da Barra da Lagoa, na altura da antiga boate Latitude 27.

A caminhada é curta e fácil, mesmo com o início sendo uma subida. Chegando ao topo do morro encontra-se o ponto utilizado para os saltos de parapente, que colorem o céu da Praia Mole. Basta descer para chegar à Praia do Gravatá, onde existe uma pequena colônia de pescadores. Segundo biólogos, ao amanhecer é possível encontrar lontras na praia. Estes carnívoros, que comem basicamente peixe, formam uma colônia na Praia do Gravatá, mas já foram bastante caçados por pescadores, que espalhavam armadilhas pelo local. Chegando ao costão, na Ponta do Gravatá, pode-se avistar parte da Praia da Joaquina e da Praia Mole.

Trilha Praia do Saquinho

Trilhas de Florianópolis -  Trilha Praia do Saquinho

Trilhas de Florianópolis – Trilha Praia do Saquinho

Entre as praias da Solidão e Naufragados, o Saquinho tem cerca de cinco quilômetros de extensão com os costões mais entrecortados e interessantes da Ilha. Sem estradas e sem energia elétrica, a comunidade do Saquinho, algo em torno de 20 famílias, faz questão de manter-se isolada do resto da Ilha, ocupando o vale e a praia de areias brancas.

Sobre a instalação de energia elétrica, os moradores costumam dizer: “Nunca se sabe o que vem atrás dos postes”. Ao longo da trilha ficam as casas de madeira onde vivem as famílias, na maioria descendentes de açorianos que vivem basicamente da pequena agricultura e da pesca.

Os Costões Mais Interessantes

Saindo do costão direito da Praia da Solidão, logo se encontra uma trilha bem marcada, que se estende por penhascos, desfiladeiros, fontes e córregos. A Praia do Saquinho é só o começo da caminhada até a Ponta do Pasto. Até lá, a trilha vai passado por ótimos lugares para mergulho. O Pastinho, como é conhecida a Ponta do Pasto, é uma península coberta por grama. Dali se avista o conjunto de ilhas conhecidas como Três Irmãs ou Três Irmãos.

À direita do Pastinho, uma espécie de praia de pedras arredondadas convida o trilheiro a continuar a caminhada até Naufragados, que fica logo à frente. Mas o caminho pelo costão, aparentemente fácil, é muito perigoso e não deve ser seguido. Pela mata também existe uma trilha até a Praia dos Naufragados, mas só pode ser percorrida com auxílio de guia ou conhecedor do caminho. Esta trilha está coberta pelo mato, o que aumenta muito a dificuldade.

Trilha Ratones até Lagoa da Conceição

Ultrapassando o morro que separa a comunidade de Ratones da Praia do Saquinho, chega-se à Lagoa da Conceição. Do topo da montanha, depois de uma subida íngreme, tem-se uma vista inusitada da Lagoa, em toda sua exuberância. Esta trilha é uma das várias que ligam-se à Costa da Lagoa. Foi aberta na mata quando as única formas de chegar às comunidades do interior da Ilha eram a pé ou no lombo de um cavalo. De acordo com biólogos, em Ratones ainda se pode encontrar o jacaré-de-papo-amarelo, que habita os rios da região.

A trilha inicia logo após as últimas casas da região conhecida como Canto do Moreira. Dali, segue-se em frente por um caminho bem marcado, que, depois de subir e descer a montanha liga-se ao Caminho da Costa. Pelas inúmeras pegadas deixadas na trilha pode-se perceber que ainda hoje é usada pelos moradores desta região isolada da Costa. Às vezes, é mais fácil para chegar ao Centro de Florianópolis caminhando até Ratones por cerca de 30 minutos do que esperar as embarcações da Cooperbarco. O caminho já foi a principal via de escoamento da produção agrícola e dos engenhos de farinha.

Trilha Caminho da Costa

Trilhas de Florianópolis -  Trilha Lagoinha do Leste

Trilhas de Florianópolis – Trilha Lagoinha do Leste

O Caminho da Costa, como é conhecida a trilha, é o ideal para quem não quer enfrentar penhascos e desfiladeiros. Sem grandes obstáculos, é feita em trechos planos por quase todo o percurso, onde o visitante passa por enseadas de águas calmas e por sete vilas (na ordem: Vila Verde, Praia Seca, Praia da Areia, Baixada, Centrinho, Praia do Sul e Saquinho). O ponto mais elevado fica após a Ponta da Areia, de onde se pode avistar uma paisagem inesquecível: uma panorâmica das dunas da Praia da Joaquina, da Lagoa em toda sua extensão, da Reserva Ecológica do Rio Vermelho, do Morro da Barra da Lagoa e da Ponta da Galheta.

Percorre-se cerca de oito quilômetros por uma região que, desde a metade do século XVIII, desenvolve atividade agrícola. Já foram 26 engenhos – hoje são poucos, que acabam virando atração turística. Farinha de mandioca, café, açúcar e aguardente abasteceram por mais de um século a Vila de Nossa Senhora do Desterro (mais tarde Florianópolis) e os navios que ancoravam em seu porto. A Costa da Lagoa era “celeiro da Ilha”.

O caminho deixou de ser conservado em 1945. Até então, era possível percorrer toda sua extensão de charrete ou carro-de-boi. Diz a história do local que residia na região um certo Manoel da Costa, rico proprietário de terras, que mandava cortar os ramos de árvores que tocassem seu chapéu enquanto passava montado a cavalo. Outro, dono de engenho, cavalgava acompanhado por um escravo a pé, levando parte das compras feitas na Freguesia da Lagoa.

Um Passeio Pelas Sete Vilas

No final da Estrada Geral do Canto dos Araçás, quando acaba a pavimentação e só se pode seguir a pé, começa o Caminho da Costa. Trilha bem marcada, entre a Mata Atlântica e a Lagoa da Conceição, passa pelas sete vilas. Por toda região existem outros caminhos que fazem a ligação com o lado Leste da Ilha, mas se deve manter o principal.

Algumas vilas são servidas de bares e restaurante, como bar do Seu Manoel, na localidade conhecida por Vila Verde, bem no começo da caminhada. Mas é no Centrinho da Costa que ficam os restaurantes mais conhecidos, como o Coração de Mãe, citado no guia Quatro Rodas.

A trilha da Costa da Lagoa termina no Saquinho, mas para voltar pega-se um barco na Praia do Sul. O desembarque é no trapiche do Centrinho da Lagoa, depois de cerca de uma hora de viagem pela lagoa. Essas embarcações fazem o transporte diário de passageiros, funcionando como o serviço de ônibus e a passagem custa R$ 7,50 (o preço pode ser alterado na alta temporada).

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